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TSE forma maioria para indeferir candidatura de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba

2 de out.
2 min de leitura

Quatro ministros votaram pelo indeferimento do registro, mas julgamento foi interrompido após pedido de vista de André Mendonça.


Foto: TV Cabo Branco
Foto: TV Cabo Branco

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou, nesta sexta-feira (2), maioria pelo indeferimento do registro de candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. O julgamento analisa um recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), que havia autorizado a candidatura. Até o momento, quatro dos sete ministros votaram pelo acolhimento do recurso.


O quarto voto foi apresentado pela ministra Estela Aranha, que acompanhou o relator do processo, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Antes dela, os ministros Floriano de Azevedo Marques Neto e Dias Toffoli já haviam votado pelo indeferimento. Apesar da maioria formada, a análise não foi concluída porque o ministro André Mendonça pediu vista do processo. Ainda faltam os votos de Mendonça, Kassio Nunes Marques e Sebastião Reis.


O processo envolve alegações do MPE sobre uma suposta atuação da organização criminosa Nova Okaida em benefício político-eleitoral de Cícero nas eleições municipais de 2020 e 2024. Em seu voto, Cueva afirmou que o conjunto de elementos reunidos no processo indicaria que o candidato teria sido beneficiado pela atuação do grupo. O ministro também mencionou investigações envolvendo Janine Lucena, filha de Cícero, e Lauremília Lucena, ex-primeira-dama de João Pessoa.


Na avaliação apresentada pelo relator, os elementos analisados ultrapassariam um eventual benefício eleitoral indireto e apontariam, segundo sua interpretação das provas, para a utilização da estrutura da organização criminosa em favor do projeto político-eleitoral. O voto de Cueva divergiu da decisão anterior do TRE-PB, que havia deferido o registro da candidatura.


Com o pedido de vista, o julgamento permanece pendente de conclusão. Portanto, embora já exista maioria no TSE pelo indeferimento, o resultado definitivo ainda depende da retomada da análise e da manifestação dos ministros que não votaram. O processo ocorre a dois dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo (4).

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