TSE nega fraude após interrupção na divulgação dos resultados do primeiro turno
Falha técnica interrompeu por cerca de 50 minutos a exibição nacional dos votos para presidente, mas não afetou a apuração ou a totalização.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descartou, nesta terça-feira (6), a existência de fraude relacionada à interrupção temporária na divulgação dos resultados do primeiro turno das Eleições 2026. A manifestação ocorreu após mensagens e vídeos publicados nas redes sociais associarem a falha registrada na noite de domingo (4) a uma suposta manipulação da votação presidencial.
Segundo o tribunal, o problema teve início por volta das 19h14, quando 64,81% dos dados referentes à disputa para presidente e vice-presidente já haviam sido divulgados. Uma contenção no processamento provocou a paralisação de um dos módulos responsáveis pela geração dos arquivos exibidos na página nacional de resultados, identificada como “Brasil”. O funcionamento foi restabelecido às 20h04.
A Justiça Eleitoral ressaltou que a ocorrência não interrompeu a apuração realizada pelas urnas eletrônicas nem o processo de totalização dos votos. Durante o período em que a visualização nacional apresentou a falha, os resultados por estado continuaram sendo atualizados normalmente, inclusive para a disputa presidencial. Os boletins de urna também seguiram sendo transmitidos, recebidos, processados e disponibilizados.
O TSE explica que existem etapas diferentes entre a votação e a apresentação dos resultados ao público. A apuração acontece em cada seção eleitoral, enquanto a totalização corresponde à soma dos resultados registrados nas urnas. A divulgação na internet ocorre posteriormente e foi justamente nessa etapa que ocorreu a interrupção registrada no domingo.
Outro mecanismo de conferência é o próprio Boletim de Urna (BU), documento que registra os votos de cada seção e pode ser consultado por cidadãos e entidades fiscalizadoras. Os dados também podem ser verificados por meio do QR Code presente no boletim, além dos arquivos disponibilizados pela Justiça Eleitoral.
Após o episódio, a Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE iniciou uma investigação para identificar as causas da intercorrência. O tribunal informou ainda que está desenvolvendo uma nova rotina técnica com o objetivo de evitar que uma situação semelhante volte a ocorrer durante o segundo turno das eleições.
O TSE classificou como falsa a informação de que a interrupção teria provocado fraude nos resultados. A Corte reforçou que os dados registrados nas urnas permaneceram preservados e que a falha ficou restrita à exibição nacional dos resultados na internet.



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